POEMAS IBÉRICOS (21) POEMAS DE DIONISIO PÉREZ VENEGAS

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Nasceu em Molvízar, Granada, em 1962. É professor do ensino secundário e licenciado e doutor em Teoria Literária e em Artes e Literaturas Comparadas pela Universidade de Granada. Publicou as antologias de Francisco Acuyo, José Antonio Ramírez Milena, Emilio Ballesteros e Antonio Carvajal; tambén vários artigos sobre este último e escreveu a sua tese intitulada El endecasílabo y su combinatoria en Extravagante Jerarquía (Poesía 1968-1981) de Antonio Carvajal.

Desde 2017 coordena as sessões de "Sábados Literarios" da Câmara Municipal de Motril e desde 2010 dirige a coleção de Poesia Syl.laba da editorial Alhulia.

 


 

MARINA DE INSOMNIO – MARINA DE INSÓNIA

para Antonio Ramos

 

He vuelto a caminar bajo este cielo

en los acantilados sobre el mar

y no encuentro respuestas a mi duelo

cuando hay tanta belleza en el lugar.

 

Por los acantilados sigo el vuelo

del arimez e inclino mi mirar

y a las aguas de mil colores velo

con la sombra de un águila en la mar.

 

Acumula mansiones la codicia,

quebrantador hidráulico de piedras,

porque el poder ampara la avaricia.

 

Belleza tanta, y mar y cielo y piedras,

recortan tus perfiles sin justicia

y donde aumenta el lucro tú desmedras.

 

Voltei a caminhar sob este céu

nas falésias sobre o mar

e não encontro respostas ao meu luto

quando há tanta beleza no lugar.

 





Pelas falésias continuo o voo

do ressalto e inclino o meu olhar

e às águas de mil cores velo

com a sombra de uma águia no mar.

 





Acumula mansões a cobiça,

rompedor hidráulico de pedras,

porque o poder ampara a avareza.

 






Beleza tanta, e mar e céu e pedras,

recortam os teus perfis sem justiça

e onde aumenta o lucro tu desmedras.

 

 

 

ESCUELA DE BARBIZÓN – ESCOLA DE BARBIZÓN

 

           For the daughters of Krisamou

 

Ten mucho tacto

                                    y

paladearás el perfume

de la palabra.

 

Ten mucho cuidado

si resbalan del cielo

rayos y centellas.

 

El agua mansa diga

los romances añejos

sobre los campos sedientos.

 

Los campos fértiles

que olerán

al

     sabor de los colores.

                                    

 

       Para as filhas de Krisamou

 

Tem muito tato

                            e

degustarás o perfume

da palavra

 

Tem muito cuidado

se resvalarem do céu

raios e centelhas

 

A água mansa diga

os romances velhos

sobre os campos sedentos

 

Os campos férteis

que cheirarão

ao

     sabor das cores.

                                    

 

 

 

 

FANAL DEL PARAÍSO – FANAL DO PARAÍSO

 

             A Jesús Martínez Labrador
            que esculpió este verso.
_ Hija del sol (...) fanal del paraíso_
                                     José Zorrilla
 

Naturaleza, edén para el cántico vivo

al que aspiran las almas con bocas encendidas.
 
Cuando el cielo es tan grande y sus aguas se encienden
tocadas por los dedos rosados de la Aurora,
sus cabellos dorados extiende el rubio Apolo
y se viste de cobre la mañana galana
batida por los picos de los mirlos.
 
Es el gozo tan grande que en el pecho no cabe
y al coro de los pájaros sumo mi voz acorde
y mientras que mis ojos recogen el prodigio
ciño en palabra tensa -fanal del paraíso-
la floración que ofrezco como fruto
junto al rumor del mar dormido casi.
 
Viva Naturaleza, edén que guarda un ángel
con escudos de sueño hasta que rompe el día.
 

 

Natureza, éden para o cântico vivo

ao que aspiram as almas com bocas acesas.

 


Quando o céu é tão grande e as suas águas se acendem

tocadas pelos dedos rosados da Aurora,

os seus cabelos dourados estende o louro Apolo

e veste-se de cobre a manhã galante

batida pelos bicos dos melros.

 

 

É o gozo tão grande que no peito não cabe

e ao coro dos pássaros somo a minha voz acorde e enquanto os meus olhos recolhem o prodígio cinjo em palavra tensa -fanal do parso-

a floração que ofereço como fruto

junto ao rumor do mar dormido quase.

 



Viva Natureza, éden que guarda um anjo com escudos de sonho até que rompe o dia.

 

 

Poemas inéditos, 2023

Traducción al português por Ada Almeida de Melo, 2023


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