POEMAS IBÉRICOS (105). DOS POEMAS DE ÁGATA NAVALON
Ágata Navalón puede ser un nombre o
muchos nombres. Es licenciada en Filología anglogermánica por la Universidad de
Valencia (España). Se dedica a la enseñanza de Literatura a todos los niveles,
con periodos en el extranjero, especialmente en Reino Unido y, en la
actualidad, en España. Su vida ha estado ligada a la formación, a nivel
universitario, en el Centro de Lenguas de la Universidad Politécnica de
Valencia (España) y en la Universidad de Castilla -La Mancha (España), dentro
de Máster de Educación, como en las aulas de secundaria, desarrollando en el
centro mismo de la Mancha proyectos que aúnan poesía, vida, viajes, inclusión,
Erasmus y formación del profesorado. Con sangre de poetas es slammer intermitente
en la ciudad de Valencia (España) y ha participado en festivales urbanos como
Vociferio, Cabanyal Intim, Benimaclet Confusion, entre otros; además de
colaborar y organizar eventos que aúnan arte y literatura como
Poemaeye y Loberso en Valencia (España). Ha publicado en poesía Fragmentos de
vikingo (2022).
Ágata Navalón pode ser um nome ou muitos nomes. É licenciada em Filologia
Anglo-Germânica pela Universidade de Valência (Espanha). Dedica-se ao ensino de
Literatura em todos os níveis, com períodos no estrangeiro, especialmente no
Reino Unido e, atualmente, em Espanha. A sua vida tem estado ligada à formação,
a nível universitário, no Centro de Línguas da Universidade Politécnica de
Valência (Espanha) e na Universidade de Castela-La Mancha (Espanha), no âmbito
do Mestrado em Educação, bem como nas salas de aula do ensino secundário,
desenvolvendo no próprio centro de La Mancha projetos que combinam poesia,
vida, viagens, inclusão, Erasmus e formação de professores. Com sangue de
poetas, é slammer intermitente na cidade de Valência (Espanha) e participou em
festivais urbanos como Vociferio, Cabanyal Intim, Benimaclet Confusion, entre
outros; além de colaborar e organizar eventos que combinam arte e literatura,
como Poemaeye e Loberso em Valência (Espanha). Publicou em poesia Fragmentos de
vikingo (2022).
FRAGMENTOS DE VIKINGO (2022),
I.
LUZ
Antes no había luz.
Vivían sin luz,
amaban sin luz,
reían sin luz.
Y llego la radiación electromagnética brillante e iluminadora de rostros,
nacida del hombre primero,
bautizada por la máquina después.
Lúmenes en candela,
luces para dormir bebés con sonidos digitales de una nana inventada, que no
tejieron los viejos,
luz morada que te despertará de tus sueños.
No hay filtros,
luz absorbente de ojos,
degeneración macular que abre la grieta en esta alma,
inacción imposible porque la luz te vigila,
ojos secos de lágrimas artificiales
gotas con conservantes multidosis,
lubricantes de horizontes para ordenadores biológicos,
albúmina, sal, viscosantes y emulsivos no demulcentes, geles mucílagos.
Queda el regreso
el regreso al túnel de la oscuridad,
al solo escuchar el ruido de la calle
porque ya nadie lee libros en voz alta.
Luz viva,
locura en tu lucidez, soles de litio y cobalto,
reiterados mensajes en cada luminaria, afables disculpas y perdones,
luces, la muerte de saber que nos cegarán.
Malditos, escribimos, amamos y te seguimos, luz naciente de cristal líquido,
y la anciana deja la carta en el buzón equivocado,
nadie ya es estudioso de la ciencia de los correos primitivos.
Hemos perdido algo en medio de esta guerra, en la búsqueda de un sentido al origen.
Cocinaban sin luz.
Antes de todo esto.
Antes de la luz casi blanca parpadeante en el techo de tu dormitorio.
Se escapa
se te escapa,
hablaban a oscuras
también morían,
sabían de la muerte y de la oscuridad antes de que sucediera.
FRAGMENTOS DE VIKINGO (2022),
I.
LUZ
Antes não havia luz.
Vivia-se sem luz,
Amava-se sem luz,
Ria-se sem luz.
E chegou a radiação eletromagnética brilhante e iluminadora dos rostos,
nascida do primeiro homem,
depois batizada pela máquina.
Luzes de vela
luzes para adormecer bebés com sons digitais de uma canção de embalar inventada, que não
foi tecida pelos antigos,
luz violeta que te despertará dos seus sonhos.
Não há filtros,
luz que absorve os olhos,
degeneração macular que abre a fenda nesta alma,
inação impossível porque a luz te vigia,
olhos secos de lágrimas artificiais,
gotas com conservantes multidoses,
lubrificantes de horizontes para computadores biológicos,
albumina, sal, viscosantes e emulsificantes não demulcentes, géis mucilaginosos.
Resta o regresso,
o regresso ao túnel da escuridão,
ao ouvir apenas o barulho da rua,
porque já ninguém lê livros em voz alta.
Luz viva,
loucura na tua lucidez, sóis de lítio e cobalto,
mensagens repetidas em cada luminária, desculpas e perdões afáveis,
luzes, a morte de saber que nos cegarão.
Malditos, escrevemos, amamos e seguimos-te, luz nascente de cristal líquido,
e a velha deixa a carta na caixa de correio errada,
já ninguém estuda a ciência dos correios primitivos.
Perdemos algo no meio desta guerra, na busca de um sentido para a origem.
Cozinhavam sem luz.
Antes de tudo isto.
Antes da luz quase branca a piscar no teto do teu quarto.
Escapa-se
escapa-se de ti,
falavam no escuro
também morriam,
sabiam da morte e da osbcuridade antes de ter ocorrido.
V IDENTIDAD
Me preguntáis por el supercúmulo filamentoso.
Queréis entender cuáles son las unidades de mi conciencia,
los procesos neurobiológicos que desencadenaron mi derrota frente a la planicie.
Soy testigo de vuestro reclamar de raíces
y de las cicatrices permanentes en forma de ombligo.
Os niego ese razonar buscando la comprensión de la infinitud de mi camino.
No, no creo en la medición cuántica del brillo del universo estático,
olvidáis los huecos y grito cada día porque no tengo miedo,
soy, quizás, la última.
Sobreviviré hasta el final de vuestros días, cuando entonces habléis con Dios,
Y ÉL os dirá:
ella no era nada, no pesaba, era aire invisible
a ella le negué descendencia,
ella es la última, no es mía.
Entonces, os daréis cuenta de que todo fue un sueño,
de que la tierra no estaba bajo vuestros pies,
que los hijos tampoco fueron vuestros.
Opuestos al sol, bajo la falsa tiniebla, no visteis la luz que cae de las estrellas distantes.
Es el origen que habéis olvidado y al que yo pertenezco.
V IDENTIDADE
Perguntam-me pelo superaglomerado filamentoso.
Querem compreender quais são as unidades da minha consciência,
os processos neurobiológicos que desencadearam a minha derrota perante a planície.
Sou testemunha da vossa reivindicação de raízes
e das cicatrizes permanentes em forma de umbigo.
Nego-vos esse raciocínio, procurando compreender a infinitude do meu caminho.
Não, não acredito na medição quântica do brilho do universo estático,
vocês esquecem os vazios e eu grito todos os dias porque não tenho medo,
sou, talvez, a última.
Sobreviver-te-ei até ao fim dos teus dias, quando então falares com Deus,
E ELE dir-te-á:
ela não era nada, não pesava, era ar invisível,
neguei-lhe descendência,
ela é a última, e não é minha.
Então, percebereis que tudo foi um sonho,
que a terra não estava sob os vossos pés,
que os filhos também não eram vossos.
Opostos ao sol, sob a falsa escuridão, não vistes a luz que cai das estrelas distantes.
É a origem que esqueceste e à qual eu pertenço.
Traducción de SAL y VGC, abril 2026

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